Conversa afiada


Menos uma!

Daqui de onde escrevo, ouço ainda o barulho terrível da moto-serra, pondo abaixo uma árvore linda, frondosa, luminosa, nos fundos da casa de Deborah Colker. Não é na casa dela, mas na casa que sobe morro acima nos fundos da casa dela, aqui no alto do Jardim Botânico, bem ao lado da casa onde foi destruido por um incêndio todo o acervo de Hélio Oiticica, no dia meu aniversário (16/10 passado). Enquanto estava andando na esteira, fazendo exercício, vi pela janela lateral do meu apartamento, a árvore sendo chacoalhada e imaginei uma rajada de vento naquela direção. Mas me intrigou depois de algum tempo (andei 45 minutos na esteira), ela continuar sendo chacoalhada. E só ela, dentre algumas outras árvores que ainda sobrevivem nas casas em torno dela.  Era a moto-serra, nas mãos de algum bem mandado e hábil operário derrubador de árvores. Não posso crer que a árvore estivesse doente, oferecendo perigo às pessoas. O que penso e me trava o corpo todo, é que ela deve ter sido derrubada porque estava interferindo na cinematográfica vista que devem ter os moradores da casa de 4 andares que em alguns meses foi toda reconstruida e está quase pronta. Nesta mesma casa, já deixaram morrer uma outra árvore, igualmente bela e frondosa, que simplesmente secou, corroída pela falta de água e pela poeira da obra longuíssima, barulhenta, infernal. Acabei meu exercício na esteira e há pouco criei coragem e fui olhar pela janela. Mataram a árvore!



Escrito por Leila às 12h33
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